Eu queria que alguém me esperasse algures.
Num canto de rua, numa saída do metro, numa fila de crepes, numas bombas de gasolina, numa bilheteira do cinema, numa padaria da esquina, numa cantina da escola, numa porta de casa, num pátio da faculdade ou numa ponte qualquer que atravessasse o rio. Num aeroporto, num cais, numa estação, numa doca, num museu, num qiosque, numas escadarias da ópera às quatro da tarde. Ao virar de uma página, de um dia, de uma canção. Podia ser de inverno, de verão, na primavera ou no outono, não importava a meteorologia. Eu queria que alguém me esperasse algures. E depois de me encontrar queria que alguém me escrevesse todos os dias todos os bilhetes imbecis do mundo a dizer: " agora que te encontrei não te quero voltar a perder".


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