quinta-feira, janeiro 04, 2007

IVG

Não deve ser nada divertido fazer-se um aborto. Dizem as estatisticas que as mulheres que o fazem, fazem-no na maioria das vezes a chorar. E na maioria das vezes, fazem-no, por " não ter condiçoes para criar um filho". E nos dias que correm, todos querem ter as melhores condiçoes (materiais e emocionais) para criar os filhos... Dai que não seja egoista por parte da mulher querer abortar. Assim, como também não é irresponsavel. Porque irresponsavel seria ter-se um filho indesejado nos dias que por ai se avizinham. Sempre me ensinaram que quando se corre um risco, temos de ter a coragem de assumi-lo e vontade de tentar reparar os danos que o risco nos causou, por mais doloroso que isso possa ser. Porque ao repara-lo estamos a ser responsaveis. Mais importante ainda, é que o direito-de-escolha-do-que-fazer-com-o-corpo é um direito imprescritivel a homens e mulheres. Porque somos livres e responsaveis.
Nao falta quase nada para chegar o dia do referendo para a Lei do Aborto. As campanhas do sim e do não estao nas ruas, em todos os cantos em qualquer painel. Acho humilhante a campanha do não e aquela coisa do " já bate um coração"... E aquela história ridicula dos impostos, como se em portugal se pagasse impostos... Um feto deficiente ou fruto de uma violação tem um coração diferente? Ou não tem coração? Estes sentimentalismos metem-me nojo. Portugal, Polonia e Irlanda, a trilogia maravilha, que não tem uma lei do aborto decente e que depois dá asos a este tipo de campanha, mas adiante... Em todas as conversas que tive oportunidade de participar sobre este assunto, nunca consegui convencer ninguem do não, como a mim nunca me conseguiram dissuadir do SIM. É assim, um género de extremismo vincado.
Em todo o caso, estou muito optimista em relação ao resultado do referendo. Noto que a informação sobre este tema esta mais do que nunca a ser reactivada e isso é o mais importante. E depois, o pior aluno é aquele que não aprender. Assim, como o pior dos seres é aquele que não quer perceber que ainda morrem mulheres por fazerem abortos clandestinos, mulheres que não tem meios de se deslocarem a clinicas estrangeiras para poderem abortar(relembro que o aborto que ocorre em condições de risco causa entre 50.000 e 100.000 mortes anualmente em todo o mundo. Em alguns países, as complicações do aborto em condições de risco causam a maioria das mortes maternas e, noutros, são as causas principais da morte da mulher em fertil). O pior dos seres é aquele que não tem capacidade de discernir que o aborto foi uma realidade, é uma realidade, e continuara a ser uma realidade: sempre existiu, existe, e vai continuar a existir. E não é por ser legal que se vai fazer a dobrar, porque ninguem aborta só porque a lei permite. Não será certamente a legalização do aborto que vai fazer diminuir a taxa de natalidade. Os outros paises membros da UE provam isso mesmo. O que diminui a taxa de natalidade é o não aumento de salarios em contraposição ao aumento dos custos de vida.. Se se aumentar os salarios, aumenta-se as criancinhas, de certeza! Resumindo, a questão que está em causa é: em que condições se pode realizar o aborto??? Recordo que a lei da despenalização do aborto é uma LEI DE SAUDE PUBLICA!! Vital, fundamental, necessária e urgente....

5 Comentários:

Às quinta-feira, 04 janeiro, 2007 , Blogger ana disse...

Olá!

Subscrevo inteiramente.

beijos,
ana

 
Às quinta-feira, 04 janeiro, 2007 , Anonymous Anónimo disse...

Eu também subscrevo inteiramente !

Muitos beijinhos

Ana

 
Às quinta-feira, 04 janeiro, 2007 , Anonymous Anónimo disse...

e eu tambem!

 
Às domingo, 07 janeiro, 2007 , Blogger menina-m disse...

e eu eu eu!!!

 
Às domingo, 07 janeiro, 2007 , Anonymous Anónimo disse...

Se não passar desta vez é porque a maioria dos portugueses sao realamente atrasados mentais... Estou como tu, confiante!

 

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