domingo, novembro 05, 2006

Reconciliações- ou Londres revisitada.

Na terra de sua majestade há cabelos de todas as cores. Há pessoas de todos os mundos. Há cheiros diferentes por todos os cantos. Ha cappucinos quentes pelas ruas todas a todas as horas. Ha peixes, batatas fritas e hamburgers em todos os restaurantes. Ha sempre bolotas para dar a todos os esquilos que nos aparecem à frente e a ideia de que "time is money". Na terra de sua majestade, há londoners com tempo para todas as explicações em todas as esquinas. Também há sempre londonders que nos aldrabam o caminho todo. Há sempre a lenda do povo frio e distante que é sempre desmentida. Na terra de sua majestade, há sotaques, roupas, músicas e estilos de todos os feitios. Há sempre escrito em todas as estradas " look at the right". Há sempre tudo o que é inovador e ousado a caminhar de mãos dadas com tudo o que é tradicional e tudo o que é imutável. Há sempre todos os teatros e operas e musicais e Tates a não perder. Na terra de sua majestade há sempre covent garden todas as noites. Há sempre autocarros a convidarem um verão no Algarve. Ha sempre uma porta azul e uma livraria que nunca se chega a descobrir. Há sempre um mercado, uma estátua, uma feira a alegrarem-nos os sentidos. Na terra de sua majestade ha sempre executivos de tennis e cartola, soldados reais e vestidos a rigor, punks excentricos, indianos discretos e portugueses nos cafes a verem ganhar o Benfica. Na terra de sua majestade há sempre todo frenesim entre Oxford Street e o Harrods. Ha sempre a memória de Churchill, do Sir Benjamin Hall. Há sempre a magnificiência do Big Ben, da praça dos Leões, do Palácio, de Westminster, da Ponte que atravessamos à chuva.. Há sempre o tube underground e o Hyde Park upground. Há sempre o Thames e as gaiotas pequeninas. Há sempre todas as publicidades humanas, ambulantes e divertidas. Há sempre todas aquelas noites fantásticas e o reggae do Bob. Há sempre o Grande Olho para brindar do alto a esta terra, a esta terra de sua majestade... Podemos não nos apaixonar à primeira vista por esta terra de sua majestade, - o tempo, o transito são terriveis - mas quando nos propomos a descobri-la na sua verdadeira essencia e heterogenidade, só podemos ficar rendidos... diria... amantizados para sempre.... por esta terra que também é nossa... a este propósito não perder o site de uma outra viajante. Clicar Aqui


2 Comentários:

Às quinta-feira, 30 outubro, 2008 , Anonymous Anónimo disse...

Aki é a Paola adorei seu poema bjs

 
Às quinta-feira, 30 outubro, 2008 , Blogger linkin park disse...

adorei seu poema

 

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