Uma Carta

As formulas do Amor, da Amizade, de qualquer sentimento humano que seja, em si, nao mudaram.. Em tempos, ditos contemporaneos, o que mudou, foram os meios: Ja ninguem escreve cartas, manda-se e-mails. Ja ninguem conversa, tecla-se. Ja ninguem envia "bilhetinhos" (que depois eram apanhados pelos professores, ou pelo patronato), manda-se sms! Ate aqui tudo optimo, tudo perfeito, tudo tao pragmaticamente eficaz! Mas, quem nao tem saudades de chegar a caixa do correio e encontrar, para alem das publicidades da La Redoute, do Continente, da Sephora, das cartas do banco, das cartas de EDP, da Pt e afins, encontrar um envelope escrito a mao, com o nosso nome a nossa morada e ter como remetende alguem que quem gostamos???? Eu, acreditem, tinha muitas saudades!!!
Hoje, alguem, que me sobra maravilhosamente na alma, decidiu escrever-me. Para alem, de manifestamente surpreendida, admirada mesmo, fiquei tao feliz, tal qual uma criancinha que acabou de convencer os pais a comprarem-lhe algodao doce! Nao tem mal nenhum, se partilhar com voces, algumas passagens do meu momento de felicidade:
Hoje, alguem, que me sobra maravilhosamente na alma, decidiu escrever-me. Para alem, de manifestamente surpreendida, admirada mesmo, fiquei tao feliz, tal qual uma criancinha que acabou de convencer os pais a comprarem-lhe algodao doce! Nao tem mal nenhum, se partilhar com voces, algumas passagens do meu momento de felicidade:
Querida T*****
Estou em Matosinhos, na cidade onde a FlorBela Espanca viveu os seus ultimos anos e estou neste momento a olhar para o mar. Entao, neste belo local e momento de inspiraçao lembrei-me de ti e decidi enviar-te um poema do nosso amigo David....
Anjo descido ao Mar,
Sou eu oh ceu! - Anjo falhado,
perdi, jogando fluidos dados,
no pano esverdeado
deste mar
as asas e a vontade de voar.
Nao salvei do naufragio a embarcaçao,
Detive-me a rolar por estas vagas,
joguei-me contra as pragas
ja sem asas,
oh ceu, aceita a minha demissao!
Serei o percursor? Eis-me liberto
de tanta terra vil que o ceu reflete
Oh liquido deserto,
de onde se perde
o vestigio dos erros encobertos!
Para mim, nao quero ja missao nenhuma,
senao tal jogo de onda e de mais onda,
e surpresa de espuma
e a profunda
tentaçao de morrer em cada onda!
(...)
e agora um pucanino da Sophia de Mello Breyner:
Quando morrer, voltarei para buscar
os instantes que nao vivi junto ao mar"
(...)
Esta dedicatoria serve ao mesmo tempo de convite, mesmo que este verao nao ofereça as melhores prespectivas de vires ate a Povoa, lanço o repto: vem quando quiseres e puderes, como, quando e com quem te apetecer, seras sempre bem-vinda. Senao, encontramos-emos sempre em Paris ou Lisboa ou na boa memoria das nossas vivencias na cidade luz....
Beijinhos do
Pedro/Pedrinho/Hassan/Mister Rag/Prix sympathie 2004/2005/ "ton mari"/ future president...
E tao simples escrever uma carta. E tao bom receber um postal que seja. E tao facil fazerem com que o nosso dia ganhe outra cor... Obrigada Pedrinho!!! Obrigada por te lembrares de mim!! Obrigada por teres tempo para me escreveres. Muito, muito, muito, muito. Fica atento a tua caixa de correio, nao me vai escapar.
E quanto aos outros, escrevam cartas de vez enquando. Mesmo que as " achem ridiculas".
Estou em Matosinhos, na cidade onde a FlorBela Espanca viveu os seus ultimos anos e estou neste momento a olhar para o mar. Entao, neste belo local e momento de inspiraçao lembrei-me de ti e decidi enviar-te um poema do nosso amigo David....
Anjo descido ao Mar,
Sou eu oh ceu! - Anjo falhado,
perdi, jogando fluidos dados,
no pano esverdeado
deste mar
as asas e a vontade de voar.
Nao salvei do naufragio a embarcaçao,
Detive-me a rolar por estas vagas,
joguei-me contra as pragas
ja sem asas,
oh ceu, aceita a minha demissao!
Serei o percursor? Eis-me liberto
de tanta terra vil que o ceu reflete
Oh liquido deserto,
de onde se perde
o vestigio dos erros encobertos!
Para mim, nao quero ja missao nenhuma,
senao tal jogo de onda e de mais onda,
e surpresa de espuma
e a profunda
tentaçao de morrer em cada onda!
(...)
e agora um pucanino da Sophia de Mello Breyner:
Quando morrer, voltarei para buscar
os instantes que nao vivi junto ao mar"
(...)
Esta dedicatoria serve ao mesmo tempo de convite, mesmo que este verao nao ofereça as melhores prespectivas de vires ate a Povoa, lanço o repto: vem quando quiseres e puderes, como, quando e com quem te apetecer, seras sempre bem-vinda. Senao, encontramos-emos sempre em Paris ou Lisboa ou na boa memoria das nossas vivencias na cidade luz....
Beijinhos do
Pedro/Pedrinho/Hassan/Mister Rag/Prix sympathie 2004/2005/ "ton mari"/ future president...
E tao simples escrever uma carta. E tao bom receber um postal que seja. E tao facil fazerem com que o nosso dia ganhe outra cor... Obrigada Pedrinho!!! Obrigada por te lembrares de mim!! Obrigada por teres tempo para me escreveres. Muito, muito, muito, muito. Fica atento a tua caixa de correio, nao me vai escapar.
E quanto aos outros, escrevam cartas de vez enquando. Mesmo que as " achem ridiculas".


1 Comentários:
OLá amiga,
É sempre com imenso prazer que leio tudo o q escreves e desta vez n fugiu à regra!!!
Cada texto revela uma parte de ti, da tua personalidade, e acho isso formidável. CONTINUA!!!!
Muitos beijinhos
Ana
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