sábado, junho 17, 2006

A lei do menor esforço e os acentos esquecidos

Perguntaram-me, muito recentemente, se tinha alguma coisa contra a acentuaçao, nomedamente, contra por acentos nos textos que escrevo aqui no Blog?

Respondi que nao, muito pelo contrario, que ate acho os nossos acentos bonitos e elegantes (esguios - no caso do grave e do agudo - encurvados - no caso do til - artisticos - no que diz respeito ao chapeuzinho, dito, acento circunflexo), mas que os acho, concomitantemente, inuteis ... Argumentei ainda que era a preguiça de os datilografar. Arrematei dando o exemplo das virgulas, frases, travessoes e paragrafos que o nosso distinguidissimo Nobel tambem omite nas suas magnificientes criaçoes literarias...

Na verdade, no caso do Nobel, pode-se chamar ao fenomeno ARTE. No meu caso, o que se passa é que ha uma lei natural que me orienta, que me transcede, que é mais forte que eu... Da pelo nome de lei do menor esforço... ( lei fisica que dita que todo o corpo tende em entrar em equilibrio a partir de um deslocamento minimo). Neste contexto a problematica traduz-se suscintamente: Se eu posso escrever isto com o "esforço" de um quilogrametro, porque escreve-lo com o "esforço" de dois? Enfim, eis a lei que norteia, efectivamente, a evoluçao da minha dalilografia. Sinto que nao vou recuar...

Que me perdoem os mais puristas.

Bem sei que a acentuaçao esta imposta por lei! Mas, neste Blog nao vai haver lei humana, que dirija a minha lingua. Porque a lingua e um fenomeno natural, como a oferta e a procura, como o crescimento de uma criancinha, como a senilidade... Se a lei da acentuaçao institui a obrigaçao, neste espaço, vai fazer companhia as leis amorfas e idiotas que tentam regular o preço das coisas e das pessoas. E eu, que sou dona da minha lingua, solenemente o declaro, que vou fazer o que a lei da simplificaçao, leia-se a lei do menor esforço, me dita.

Tenho dito! E sei, que mesmo sem acentos comunico...

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